Desigualdade persiste - 10/03/2010 10:00 Fazer uma política diferente - Para a deputada Professora Raquel Teixeira (GO), ainda é preciso percorrer um vasto caminho para que as mulheres se destaquem mais na sociedade. Segundo a tucana, no século passado as universidades e o mercado de trabalho se abriram para elas, mas os poderes financeiro e político continuam concentrados nos homens. "Na Câmara, as mulheres só representam 8% do total. Temos que avançar na conquista de cargos políticos e ter consciência de que temos preparo para isso", defendeu. Raquel Teixeira falou durante a sessão solene do Congresso Nacional em homenagem ao Dia Internacional da Mulher (8 de março) realizada nesta terça-feira (9) no plenário do Senado. Na Sessão, parlamentares do PSDB defenderam o fortalecimento da participação feminina na política e destacaram que as desigualdades com os homens ainda persistem em vários setores da sociedade, e na vida pública não é diferente. Mas as tucanas acreditam que as mulheres estão preparadas e têm um potencial transformador que não pode ser ignorado. Para a senadora Marisa Serrano (MS), essa maior inserção pode provocar, inclusive, formas diferenciadas de se fazer política. "Duvido que alguma mulher se orgulhe do que estamos vendo atualmente no Brasil. Queremos chegar no poder para transformar o poder. Dessa forma, faremos um país diferente", ressaltou, ao alertar que a política de cotas nos partidos não foi eficaz para atrair lideranças femininas para a vida pública. A Senadora também citou Ruth Cardoso, morta em junho de 2008, como exemplo de mulher que fez uma política diferenciada. "Ela comandou uma mudança no país e mostrou como é possível trabalhar as minorias, fazer homens, mulheres e jovens terem uma vida melhor, além de mostrar com seu trabalho e luta empreendedora uma verdadeira diferença. Esse é o tipo de mulher que nós queremos", apontou, ao se referir à idealizadora do "Comunidade Solidária". Apesar de lembrar que há duas pré-candidatas à Presidência da República, Marisa acredita que a escolha dos eleitores não deva se pautar por questões de gênero, raça ou nível social. Segundo ela, o importante é avaliar quem trará as melhores propostas para o país. Além dos discursos, na sessão solene houve a entrega da 9ª edição do diploma Mulher-Cidadã Bertha Lutz a sete mulheres que se destacaram em suas áreas de atuação. Para a senadora Lúcia Vânia (GO), as homenageadas também são referência. "Tenho a honra de poder integrar a bancada feminina no Senado. Sempre vamos lutar a favor das questões voltadas para as mulheres para buscarmos as conquistas desejadas", ressaltou. A deputada Rita Camata (ES), por sua vez, disse que houve grandes avanços no reconhecimento da mulher brasileira no mercado de trabalho, mas afirmou que a realidade ainda precisa melhorar. Ela voltou a defender a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) relatada por ela que amplia a licença-maternidade para 180 dias. (Reportagem: Letícia Bogéa- Diário Tucano)
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